Em sua defesa no plenário do Senado nesta segunda-feira, 29, a presidente afastada Dilma Rousseff disse que o impeachment tornou-se assunto central da pauta política e da imprensa, dois meses após a sua reeleição. E destacou que os partidos que apoiavam o seu principal oponente nas urnas, no pleito presidencial de outubro de 2014, o tucano Aécio Neves (PSDB), "fizeram de tudo" para impedir a sua posse e estabilidade."Queriam o poder a qualquer preço e tudo fizeram para desestabilizar a mim e a meu governo", emendou. E disse que por ter contrariado interesses, pagou e paga um elevado preço.
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| A presidente afastada, Dilma Roussef, faz sua defesa no senado. |
"Contrariei interesses e por isso pago um preço alto", disse a presidente afastada na sua defesa, ressaltando que o processo de impeachment só foi aprovado por conta da "chantagem implícita" de Cunha, que não queria que seu processo de cassação fosse aberto. E frisou o fato de não ter se curvado à chantagem do peemedebista motivou a abertura de seu processo de impedimento.
No discurso, a petista disse que "curiosamente, estarei sendo julgada por um crime que não cometi" e criticou novamente Cunha. "Ironia da história? Não, de maneira nenhuma", respondeu, dizendo que a abertura de seu processo de impeachment foi um fato que teve a cumplicidade e apoio de setores da mídia. "Encontraram na pessoa do ex-presidente da Câmara o vértice de sua aliança golpista."
O Estadão

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